sexta-feira, 19 de janeiro de 2007















Cão dos infernos.

Nesta noite... cansado e bêbado...
Um cão se aproximou de mim.
Azul da cor do céu de dia,
Olhos negros como o céu que afligia...
Babava... rosnava... mostrava seu ódio!
Eu estava caído na sarjeta,
De bêbado, não conseguia levantar.
Me entreguei de holocausto
Ao estranho cão a me encarar.

-- Pobre diabo... tentaste me assustar!
A vida já me é dura o bastante
Para em sua mandíbula eu não querer entrar!
Já entreguei-me ao desespero
Me perdi no meio do bar...
Minhas lagrimas não foram ouvidas
Nem em meu rosto querem rolar!
Me abandonou a ordinária vida
Nem a morte vem me buscar.
Meus companheiros de bebida,
Desespero e solidão, vivem a me atormentar!

Pobre cão raivoso... musculoso e sem lar
Vieste do inferno como companheiro,
Ou também para me atentar?
Saiba que chegaste tarde
Tarde demais para quem quer assustar
Já vi tanto nesta vida miserável
Que dirá um cão estranho a rosnar!

Pare com este jogo, seus dentes pode guardar,
Este canino grande e branco
Até me dá vontade de tocar.
Volte para quem te mandou,
O Sete-peles deve estar a te esperar!
Cão maldito diga a ele
Que não te mande mais não,
Pois em breve estarei por lá!

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