segunda-feira, 6 de agosto de 2007

No canto da casa

Você está firme?
Você se equilibra em seus devaneios?
Onde se esconde a força
Quando mais precisamos dela?

Você já aprendeu a voar?
Então como poderemos passear por aí
Se o chão esta forrado
Com cacos de vidro de almas quebradas!

São tantas questões de corpo,
São tantos corações partidos
Que fica difícil encontrar
Um canto na sala que não esteja sujo!

E é neste asfalto quente
Que os anjos, a rigor,
Caminham... caídos ou não!
Quem disse que anjos não sentem?
Quem disse que anjos não escolhem?
Se assim o fossem,
A luz não escolheria as trevas!

Somos todos pó... poeira!
E vivemos pelos cantos da casa...
Por debaixo do tapete!
Nem mesmo o vento nos aceita!

Somos a praga que impreguina
Nos corações de quem não merece.
Somos a alergia no nariz dos justos!

Vamos trabalhar nestes dias chuvosos
Para purificar nosso quarto
Que, ultimamente, carrega o cheiro estranho
De amar sem consumir a obra!

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