segunda-feira, 12 de julho de 2010

Grandes problemas da humanidade: os incríveis limpadores de vidro de carro em farol

Por: Diego Calvo

O mundo se encontra em uma situação deveras extrema. Começou com duas pessoas (dizem as más línguas) e hoje chegou a seis bilhões, com uma séria tendência a aumentar mais ainda, visto o crescimento desenfreado da indústria de entretenimento adulto.

Com este boom da humanidade, que só pensa em sexo, surgem problemas relacionados à falta de emprego, tão graves que, sem um complexo e elaborado plano governamental, não haverá solução tão cedo. É neste intricado cenário que surge um dos maiores problemas sociais, os incríveis limpadores de vidro de carro em farol. Estes são aqueles que ficam ali, de noite, no maior breu possível, esperando você parar o carro para ele vir jogar uma água, de procedência duvidosa, com um punhado de sabão no vidro de seu possante e depois passar um rodinho sem vergonha para tirar a mistura alquimista que mais suja do que limpa.

Não sei se já perceberam, mas hoje, estes “limpadores” só estão usando uma flanelinha, acho que a solução líquida, dita aquífera, estava saindo muito cara.

Dizem que este problema começou há 34 anos a.C, quando pessoas abordavam caravanas mercantes para dar uma penteada nos pêlos ou uma escovada nos dentes dos camelos. -- O chefia, a situação está difícil, preciso levar leite de cabra e mirra para patroa lá na cabana -- diziam e se os beduínos estivessem fumando um cigarrinho de palha, os “limpadores de camelo” (na verdade o nome mais comum era “gente chata!”) já pediam um trago, claro, só para ganharem um cigarro inteiro.

Dois milênios depois, a única coisa que mudou foi o camelo. Para evitar esse cara, falador, que resolve chamar a sua atenção no meio daquela música que você realmente gostaria de ouvir, que dá um tremendo susto na sua namorada toda vez que se aproxima, só há um jeito. Faça como os antigos macedônios marchando em direção a mais uma conquista no sul da Ásia, sob as ordens de Alexandre Magno, o grande, ande com moedas sempre a vista. Assim, quando o vulto limpante se aproximar, estenda a mão para fora e pague para que ele não meta aquela flanela imunda, que limpa 327 para-brisas sem nunca ser limpa, nem com aquela água imunda dos tempos do rodinho, no vidro do seu lindo carro.

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