quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Poesia?

Eita Oswaldo

Ana amava Oswaldo
Casou-se cedo, meninota
Foi lindo o tal casório
Vestido branco, véu e grinalda

Mas veja como é o destino
Oswaldo passou a viver de olho esguio
Nas pernas compridas, como menino,
Da mulher assanhada do ausente vizinho.

Ana se aprumou, fez academia
Comprou roupas novas, até soutien e calcinha
Mas Oswaldo, idiota, nada disso via...

Olha só o destino novamente
Um amigo de infância elogiou a triste Ana
E agora é Oswaldo, cornuto, que vive tristemente.


Diego Calvo

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