terça-feira, 3 de agosto de 2010

Um pouco mais de luz?





Por Diego Calvo

Fotos Diego Calvo


Semana passada acompanhei o pessoal do Islam em uma mesquita, graças a Deus, com uma meia semi-nova (usada mas sem furo), pois para entrar no salão onde acontece a reza tem de tirar o calçado (sapato, tênis, chinelo, sandália, tamanco,...) independente do chulé.

Ontem, para não fugir da linha, fui cobrir uma festa católica, o que me fez perguntar: Será que minha vida está muito torta? Pois acho que o pessoal da redação está querendo colocar um pouco de religião em minha alma!

Pois é, andanças tortas à parte, por esta proximidade entre duas matérias sobre religião, pude analisar melhor as peculiaridades de ambas. As duas são monoteístas, só que para os católicos, Deus possui diversos secretários, chamados santos, que servem para intermediar os pedidos (filtrar) para não encher o Criador com rezas do tipo “Senhor, alisai meu cabelo” ou “liberai minha cara das intrusas espinhas”, afinal, Ele deve ter muito mais o que fazer. Já no Islam, monoteísmo é coisa séria, os pedidos são direcionados ao Patrão e não aos subordinados.

Bom, se me mandaram para a mesquita com a intenção de colocar um pouco mais de luz no fim do túnel, perderam tempo, a reunião deles é toda feita em Árabe, não entendi bulhufas do que estava sendo dito, tinha até um senhor (ao estilo mestre dos magos) implicando comigo, a toa, claro, não entendi uma palavra, só sei que ele falava com um, com outro, resmungava e apontava para mim.

Sobre ensinamentos Islâmicos, aprendi mesmo com o Sheikh Jihad Hassan Hammedeh (muito didático ele viu), que comparou os livros dos profetas com atualizações do Windows. Com este líder, que assessorou a novela “O Clone” de Glória Perez, aprendi também que o Islam considera Jesus um grande Profeta e o novo testamento um livro sagrado. Disse ele que o Nazareno voltará como Messias nos fins dos tempos para trazer a paz. Interessante né, visto que associamos a religião das arábias à C4, TNT e armas químicas. “Extremistas existem em todo tipo de religião, não consideramos terroristas verdadeiros mulçumanos”, disse o Sheikh.

Voltando para a milenar religião dos romanos convertidos, o catolicismo foi meu primeiro contato com os ensinamentos de ‘lá’ por intermédio de um grupo (acredite, já procurei Deus em vários lugares). Cresci na paróquia do Jd 3 Marias, zona leste de São Paulo, meu bisavô doou a primeira imagem de Nossa Senhora de Fátima para a igreja. É legal isso, mas acho que só eu, minhas tias e minha avó sabem deste fato.

Em minha humilde opinião, o catolicismo é muito burocrático. São mais de 10 mil santos, parece até o parlamento nacional. Tem santo que vive de nome, outros, só estão ali fazendo volume, afinal alguém já ouviu falar no santo Hilário de Poitiers ? Vaí atraz que ele existe! E outra, é santo para tudo que é coisa, para objetos perdidos, causas impossiveis, pelos incravados, unhas quebradas, etc...

Bom, na mistura de tudo isso, tirei que cada um tem sua fé fixa e que sobra inferno para quem não acredita.

Vai aí minha dica: Alguém tem de criar uma religião chamada “Catolicismo do Evangelho Islamico” assim, se alguma destas for a certa, você ao menos garante um barraquinho na morada celestial. Apesar que deve ser chato por lá, não vou trombar nenhum camarada meu.

Só falta ter marcha para Jesus por estas bandas e este calmo fotografo ter de ir cobrir, aí sim vou descobrir o que meus editores realmente querem me mandando para estas pautas, dar um rumo melhor à minha vida! Vai ser dureza heim!












































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