quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Minha vida de fotógrafo e os apressados Mineiros Chilenos (e um Boliviano)

Foto, infelizmente, de HUGO INFANTE/GOVERNMENT OF CHILE

Por Diego Calvo


Parece até um pensamento maldoso, mas eu queria que os mineiros segurassem um pouco mais debaixo da terra, ao menos até cumprirem o prazo estimado na primeira vez, dezembro.
Calma, calma! Vou me explicar.


Um engenheiro de informática recebe a noticia que um novo processador revolucionário será desenvolvido no prazo de um ano e os idealizadores estão recrutando voluntários de todo o mundo para ajudar no projeto. Este produto terá toda sua renda revertida para matar a fome na África. Pois bem, o engenheiro, que acima citamos, corre atrás de passagem, aperta dali, daqui, e prevê que conseguirá ir ajudar no desenvolvimento do produto em seis meses.


Passado quatro meses, o mundo recebe a noticia que o processador está pronto e a primeira leva de vendas salvou 2 milhões de pessoas da fome. O tal engenheiro que programou sua viagem para seis meses, é claro, ficará puto com o adiantamento das coisas, ainda que este adiantamento tenha salvo vidas, tudo porque o ser humano quer participar dos eventos grandiosos em sua determinada área.


Pois bem, eu programei minha viagem para o Chile em dezembro. Apertei os orçamentos, deixei de beber algumas dezenas de cervejas e meus amigos já nem me chamam para sair, pois cansaram de ouvir não!


Estava doido para ir cobrir a saída dos mineiros, aí vem alguém ou um grupo e adianta as coisas! Agora estou aqui, me mordendo de vontade de estar lá, mas, só me resta ver tudo pela televisão. De boa, às vezes detesto a eficiência!


Boa sorte apressados mineiros!

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