quarta-feira, 16 de março de 2011

Os 50 de Fukushima são os Kamimizu


Foto: Reprodução TV japonesa
Texto: Diego Calvo


Kamikaze é a palavra japonesa que significa, para os ocidentais, suicidas. Mas para os japoneses, quem levava este nome era um herói. Um herói que dá sua vida em defesa de sua pátria... de sua terra.


Os 50 de Fukushima seriam os kamikazes dos tempos modernos? Creio que não. Os heróis Kamikazes (que significa “deus do vento” em japonês) da segunda guerra mundial, atiravam seus aviões nos navios inimigos, causavam, em média, cerca de três mortes por ataque, a deles e a de dois soldados inimigos.

Os heróis atômicos deveriam se chamar kamimizu (a tradução seria “deus da água”), já que sua tarefa suicida não é conferir baixas ao exercito inimigo mas, impedir uma catástrofe nuclear, e fazem isso bombeando água para dentro dos núcleos dos reatores entupidos de urânio “bombardeado” radioativamente.

Vejo o futuro: 50 estátuas de 50 homens erguidos, olhando para o leste, esperando o primeiro raio de sol na terra onde o povo é o primeiro a ver a grande massa atômica nascer o dia.

Superando Jaspion, Changeman, Jiraya e o mestre dos mestres Spectroman em sua luta incansável contra o temido cientista Gori (o macaco loiro). Desenhos em mangá serão criados onde os cinqüenta heróis sofrem uma mutação atômica e se transformam em super-heróis, com super-poderes e com super-sensibilidades.

Os 50 de Fukushima são heróis para o mundo.

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