terça-feira, 12 de abril de 2011

Estou poeta estes tempos...

A sonhar...


No asfalto buraquento,
Ela corria atrás do ônibus lotado.
Seu tamanco insistia em tombar para o lado,
Mas mantinha o corpo em movimento.

Já no ônibus ela, esbaforida,
Pensava no príncipe encantado.
Tantos sapos no seu caminho
Que se castelo fosse brejo, já o teria encontrado.

Mas continuou a anuviar pelos pensares:
“Quando acharei meu sonhado milionário?
Quando deixarei estes tempos de desgostos?”

Mas calou-se ao passar pelo cobrador
Com quem é casada, acredite se quiser,
Por épicos e felizes 37 anos.
(Diego Calvo)

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