quinta-feira, 14 de abril de 2011

Jó e o estrangeiro


João não era o homem mais feliz do mundo
Mas vivia bem na sua rocinha de legado.
A Deus entregava seu futuro
E o povo lhe chamava de Jó, o abonado.

Mas um dia um externado faceiro
Perfumado, abotoado e chapeludo
Com jeito típico de estrangeiro,
Se aproximou do roceiro, velho matuto.

A Jó ele falou: “olhe até o horizonte
Te dou toda terra que puder ver
Se negares o Deus que é teu refugio”

Jó se negou a fazer, quase que por impulso.
Mas que bom que o velho isso fez
Afinal, o perfumado forasteiro era o próprio endiabrado chifrudo.
(Diego Calvo)

Nenhum comentário:

Postar um comentário