sexta-feira, 20 de maio de 2011

Fotógrafos encaram a morte por um clique

Cartaz espalhado pela internet onde a família ainda acreditava que Anton Hammerl estava vivo

Por Diego Calvo

Mais um fotógrafo é morto em ‘combate’. O sul-africano Anton Hammerl era considerado desaparecido. Ele cobria os conflitos na Libia. A família havia recebido notícias de que seu estimado ente estava sobre o poder dos soldados de Gaddafi (noticias esta dada pelos próprios soldados). No entanto, hoje, a noticia é que Hammerl teria morrido no mesmo dia em que desapareceu, atingido por uma bala na região do abdome.


Esta tragédia me fez lembra de meus colegas de trabalho e o que nós passamos para obter a foto perfeita. Outros dois fotógrafos já haviam morrido na Líbia, o americano Chris Hondros e o britânico Tim Hetherington.

Robert Capa; fotógrafo morreu
ao pisar em uma mina terrestre
Na mesma linha, após pisar em uma mina terrestre na cobertura da Guerra da Indochina, em 25 de maio de 1954, Endre Ernő Friedmann, mais conhecido como Robert Capa, morreu. O mais celebre fotógrafo de guerra que cobriu a maior parte dos conflitos da primeira metade do século XX, foi encontrado sem as pernas e, entre as mãos, sua inseparavél Leica.

Ken Oosterbroek, que foi morto ao cobrir um conflito na cidade-dormitório de Thokoza, em 1994, na África do Sul, também faz parte do hall de vítimas que tentavam registrar o que realmente acontecia.

O Pulitzer de 2008, foi dado para Adrees Latif, que registrou a morte do jornalista japones Kenji Nagai, ao cobrir um protesto em Yangun. Em suas mãos, estava uma pequena camêra.
Para estes e para tantos outros que já partiram desta para uma melhor, fica minha oração de boas venturas onde quer que eles estejam.

A fotografia é uma das artes mais ‘puta’ que já se viu. Todos olham para as fotos não lêem o crédito. Ao ver a imagem de um homem morto, ninguém se pergunta “o que ele sentiu ao registrar aquilo?”

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