terça-feira, 31 de maio de 2011

As mortes rurais e a providência que menos afeta o bolso dos governantes

Chico mendes - Foto: Fernando Marques - 10/6/1988
Por Diego Calvo

O governo do “tarda mais não falha” resolveu se mexer em relação as mortes que acontecem em relação aos combatentes ambientais. Quatro mortes aconteceram na última semana. É a cena de uma tragédia anunciada, pois estes quatro já vinham recebendo ameaça há um bom tempo.




Você, meu amigo, deve estar estarrecido e contente pelo governo, independente de partido, ter tomado uma iniciativa de conceder uma verba para melhor fiscalizar o local.

No entanto, o convido a regressar na história. Há pouco mais de 22 anos, o seringueiro Francisco Alves Mendes Filho, conhecido mundialmente como Chico Mendes, morria no dia 22 de dezembro de 1988. Ele denunciou, várias vezes, que estava sendo ameaçado e, inclusive, dizendo os nomes de seus ameaçadores.

O governo, regido pelo então presidente José Sarney (hoje um imortal senador), nada fez para impedir a morte de um lutador. Seus algozes, depois de muito tempo, foram punidos. Mas esta não é a questão! A questão que não é de hoje que a defesa da terra, ou qualquer direito, lutado no campo ou na periferia, é respondido com pólvora e chumbo.

Temos de ouvir os políticos dizerem que “vamos liberar R$ 508.000,00 para repressão a violência nestas áreas de conflito, pois somos bonzinhos!!”, enquanto isso, em políticas eleitoreiras como o famoso “Kit Anti Homofobia”, que na minha opinião foi tentar fisgar o voto dos homossexuais (categoria crescente no país), foram gastos 1,8 milhões de reais. Na campanha da Dilma, somente uma empresa “doou” cerca de 2milhões de reais.

“Somos bonzinhos” ou “vamos responder com o menor dano possível aos nossos bolsos”? Devemos pensar antes de responder com nosso dedão, em sinal de positivo, para as iniciativas tardias e sem a menor vontade de existir.

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