quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

UMA EPIDEMIA CHAMADA CRACK





Por: Diego Calvo
Fotos: Diego Calvo

O crack é uma epidemia, na minha humilde opinião, que está se alastrando a mais ou menos 20 anos e ninguém toma uma posição efetiva quanto a isso. Perdi alguns conhecidos para esta maldita pedra, o que fomentou meu desejo de fazer algo contra ela.

Pois bem, era 8 de dezembro de 2011, eu e o motorista da redação andávamos pelas ruas de Guarulhos. Era manhã. Cobríamos uma pauta um tanto quanto fria e sem graça. Passando pelo bairro nobre da cidade, onde os prédios mais parecem mansões (proximidades do Bosque Mais), me deparei com essas duas garotas.

Elas estavam de cócoras com as costas viradas para a rua. Percebi, instintivamente, que uma delas manipulava um cachimbo. Olhei para o motorista e disse:

-- Que dó né Prost (Prost é seu apelido, em homenagem ao piloto de f1)? Elas estão prestes a fumar aquela droga!

De repente, e não mais que de repente, tive um estalo e decidimos retornar e conversar com elas. Demos a volta no quarteirão e passamos na mesma rua. Chamei-as, que agora estavam na companhia de mais um viciado, para convencê-las a me autorizar retratá-las.

A conversa foi rápida e me aproveitei das gírias que aprendi desde criança, no Jd Lisboa, bairro da zona leste que fica de frente a favela da Papaia, onde cresci. Elas me autorizaram.

Rapidamente, e com a promessa de que seus rostos não iam ser mostrados, comecei a fotografar antes de que a droga subisse e a idéia delas mudasse de figura.

O resultado é este aí.

Depois disso, o jornal se mobilizou e uma matéria sobre o assunto foi feita em forma fina e adequada.
Que Deus esteja com vocês minhas ‘retratadas’. Que a droga não consuma suas vidas e obrigado por ajudarem a divulgar a luta contra esta epidemia.  





Um comentário:

  1. Anônimo6:48 AM

    Diego es una triste epidemia una de las tantas cosas que se deberian erradicar del mundo.-
    Ariel.-

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