quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Kodak, minha cara Kodak em falência




Ao abrir concordata, empresa espera renovar suas ambições

Texto Diego Calvo
Fotos de Divulgação

A Kodak, empresa de reprodução de imagens, fundada em 1888, pediu concordata esta semana. A gigante no mercado de reprodução de imagens está ajoelhada pedindo "pelo amor de Deus" U$ 950 milhões para reorganizar suas estruturas.

Maquina Browinie, lançada pela Kodak no final do séc. IXI
Kodak? Gigante? Sim meus caros internautas e leitores mais novos. Na época em que as câmeras fotográficas funcionavam com um rolo de "plástico" amarronzado - que os mais antigos chamavam de filme - e que seu pai levava um dia esperando o laboratório revelar a foto para depois descobrir que havia cortado a cabeça do pessoal da firma na imagem. Essa era a empresa dominante.

Em termos de comparação, a Kodak seria para o ramo da fotografia como um McDonald’s é para o mercado de fast food, ou uma Coca-Cola é para as empresas de refrigerantes, ou o Chuck Norris é para os reles mortais. Nos últimos anos, essa empresa ficou para traz. Demorou muito para aplicar e voltar suas forças para a tecnologia digital o que a deixou defasada.

Propaganda onde o lema era
"Aperte o botão,
nós fazemos o resto"
Embora represente cerca de 75% de seus faturamento, suas máquinas perderam espaço para marcas como Sony, Canon e Nikon. Uma empresa desse porte não perceber a tempo que uma nova tecnologia irá dominar o mercado, e ficar de braços cruzados esperando "sei lá o que", é o mesmo que imaginar que o maior fabricante de lamparina do século 19 não previu que a invenção do jovem de 31 anos, Thomas Edison, iria dominar o mercado de iluminação.

Que a Kodak renasça das cinzas como a fênix e venha para abalar o mundo com uma nova tecnologia, talvez, a foto em holograma, ou imagens em alto relevo (o que alavancaria, inclusive, o mercado de revistas pornô).

Curiosidades: a Kodak foi a primeira grande companhia a produzir câmeras compactas em série. Seu fundador foi George Eastman, que inventou o filme fotográfico (isso ajudou a compactar as câmeras). Eastman se suicidou em 14 de março de 1932 com um tiro no coração. Em sua carta de despedida (ou nota de falecimento) escreveu apenas: "Para os meus amigos. Meu trabalho está feito. Por que esperar?".

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