quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Carnaval a meu ver



QUARTA DE CINZAS; ENFIM, O INÍCIO
Quem irá negar que carnaval não serve para nada?!

Por Diego Calvo
Foto Cleomir Tavares  / Divulgação

O carnaval acabou! Agora é hora de encarar o ano. O Brasil finalmente abre suas portas para o trabalho. Os investimentos começam a serem lançados e nosso país saí do torpor que envolve todo o período que antecede esta data.

Não, eu não gosto de carnaval! Já pulei, já brinquei, mas se parar friamente para pensar, existem muito mais razões negativas que positivas nesta festa.

Ah é a festa do povo! Desculpa, nunca vi tanta babaquice. Não há no país dinheiro mais idiotamente gasto que em desfiles de carnavais. Tem nego que paga R$ 600,00 por um Abadá. Paga isso para ficar apertado, com um monte de sovaco suado no meio da cara. Aí vem e me diz: “Mas eu beijei 13 meninas!” Ótimo, imagine que cada garota tenha beijado ao menos cinco caras, teremos 65 bocas que você beijou por tabela (bocas de macho).

Tem a coisa das drogas, assassinatos, DSTs, e a merda do vizinho que insiste em deixar a música no último volume.

Ah, mas carnaval é tempo de festejar! Festejar o quê? Se você souber me dizer o que há de tão eufórico para festejar neste nosso país, eu coloco um cocar, me pinto de vermelho e saio desfilando de Carlinhos Brown!

Pense racionalmente, meu caro leitor, e não pense com os dias de folga estampado na sua testa. Pense no conjunto da coisa. Pense na quarta feira de cinzas, no voltar ao batente. Pense neste dia em que são contabilizadas todas as mortes nas estradas, nos bailes, nas casas. Pense com a cabeça da ressaca.

O carnaval acabou! Podem me xingar, caros amigo, mas antes não tivesse nem começado!

Um comentário:

  1. Oie Calvo, compartilho a mesma ideia que você sobre carnaval. O país simplesmente pára, para que mesmo? Ver um monte de porcaria na televisão ou participar fisicamente sendo expremido em algum lugar. Isto é, se o fulano não morrer na ida e se não morrer na volta está no lucro.

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