segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ditadura - Caso Vladimir Herzog


Foto: reprodução de alguma entrevista, não achei qual. 

Reabrindo as feridas dos porões

Opinião de Diego Calvo sobre a
matéria da Folha de São Paulo

O Jornal Folha de São Paulo em seu caderno “Ilustríssima”, reabriu, no dia 5 de fevereiro de 2012, com duas belas páginas, a ferida do caso Vladimir Herzog, morto em uma cela do DOI-Codi, em São Paulo, em 1975. Eles entrevistaram o fotógrafo que teria tirado a foto do jornalista morto, Silvaldo Leung Vieira, que saiu de férias em 79 e nunca mais voltou ao Brasil. O retratista disse ter ajudado a forjar uma imagem de suicídio.

Segundo a história oficial, Herzog teria se matado em uma espécie de forca improvisada e amarrada na janela (como mostra a foto), mas, diante dos tempos de ditadura (de 64 a 85), a família e outras entidades ligadas a esclarecer a verdadeira história brasileira neste período, contestaram a versão do governo e da polícia da época, o que, diante de fatos novos, vem se mostrando com a razão.

Este, e outros fatos, sintetizam o papel da fotografia na história do mundo. Para comprovar um suposto suicídio, as autoridades não só recorreram a laudos falsos como também ao impressionismo da fotografia.

Famigerada foto de Herzog morto.
Por Silvado Leung Vieira 
Neste caso, o forjamento da imagem causou uma discussão de mais de 37 anos. Agora, em meio à “liberdade” de expressão, o fotógrafo confessa que ajudou a montar uma cena chocante para tirar o foco da morte de uma famoso jornalista das nebulosas cenas de torturas.
Agora eu pergunto, que interesse há em deixar esta história em baixo do tapete? Porque nossos governantes não escancaram a verdade já que eles mesmos, como se dizem para captar votos, foram perseguidos e torturados?

Será que ninguém quer saber de revelar nada pois, assim que a corda apertou, estes aí que estão no poder, pegaram suas coisinhas e se mandaram para o exterior? O que quero dizer é, será que não há uma certa dívida de gratidão com os generais que, ao invés de bater e espancar os filhos nobres da nação, deram a opção deles irem estudar na frança?


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