sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Mizael se entrega



Mizael Bispo saindo do Fórum de Guarulhos (foto de arquivo)
OS 'PORQUÊS' QUE CERCAM MIZAEL
Acusado de assassinar a advogada Mercia Nakashima estava foragido a mais de um ano

Por Diego Calvo
Fotos Diego Calvo (arquivo)

O advogado e policial militar reformado, Mizael Bispo de Souza, se entregou hoje no Fórum de Guarulhos. Ele é acusado de matar a ex-namorada, a advogada Mercia Nakashima, que desapareceu no dia 23 de maio de 2010 e cujo corpo foi encontrado dias depois.


Bom, meu caro leitor, disso você já sabe, o que talvez você não saiba é que acompanhei este caso de perto, bem de perto.

Passei dias e dias, às vezes noites, em intermináveis plantões. Estive junto quando encontraram o corpo de Mércia na represa de Nazaré Paulista. Fotografei o Mizael diversas vezes. Estive na porta de sua casa todas as vezes que saia um Habeas Corpus. Tenho fotos dele rindo, triste, de costas, blá blá blá.

Se ele é culpado, prefiro manter minha posição neutra de repórter, ou seja, não sei! O que sei é que foragido comete o crime de fugir e deste, sim, ele é culpado. Era, até hoje.

Porque ele se entregou? A informação não é oficial, mas a minha opinião bate com informações de delegados com quem conversei hoje sobre o caso e que, mesmo que me pendurem a chicotadas, não revelo as fontes.

Vamos pensar, meu amigos, o promotor Rodrigo Merli havia pedido o bloqueio dos bens do acusado e o congelamento da aposentadoria que ele recebia da PM. Sem ter de onde tirar renda, sem liberdade de ir e vir (já que estava sendo procurado) e com o dinheiro secando, quem conseguiria sobreviver muito tempo nestas condições?

Duas das fontes me disseram exatamente esta frase: “ele se entregou para não passar fome!” Chocante né?  Mas não duvido. O que reforça esta tese é que Mizael se entregou após um acordo entre seus advogados e o juiz do caso.

O delegado do caso, Antonio Olim, conversou conosco e disse que sabia desde ontem que o acusado se entregaria, no entanto “ele fez um acordo com a Justiça para que ninguém (além das autoridades) pudesse saber”, disse.

A polícia, liderada neste caso por Olim, tentou muito, mas muito mesmo, capturar o foragido, só que sempre acabava frustrado e dizia, “foi por pouco”.  

Marcio Nakashima chora diante do corpo de sua irmã Mercia
  

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