quinta-feira, 8 de março de 2012

LEE MILLER, DE MODELO A CORRESPONDENTE DE GUERRA




Abuso sexual, escândalos e o surrealismo marcaram a vida desta fotografa


Por Diego Calvo

Neste dia tão grandioso (8 de março), onde se comemora, não só o dia da mulher, mas a existência desta luz que, por trás dos maridos machões, ajudou e ajuda a mudar o mundo, vou falar de uma fotografa.

Ela é ‘Lee’ Elizabeth Miller (1907 - 1977). Muito bonita, ela foi modelo de sucesso em sua cidade natal, Nova York. Sua carreira de modelo acabou devido ao fato de uma foto sua associada a uma campanha de absorvente feminino ter causado uma enorme repercussão negativa.


Capa de livro biográfico escrito por seu filho
Antony Penrose em 1985
A fotografia havia entrado em sua vida através de seu pai, Theodore Miller, antes mesmo do sucesso e fracasso como modelo, por isso seguiu a carreira com muita maestria.  
Lee viajou para Paris onde se associou aos surrealistas. Virou ajudante do fotografo Man Ray assim como sua amante.

Dentre seus vários trabalhos, destaca-se a cobertura da Segunda Guerra Mundial e diversas fotos de Pablo Picasso.

Mas a vida não foi só flores. Aos oito anos, Lee foi estuprada por um amigo da família e este trauma ela carregou pelo resto da vida.

Miller não trabalhou muito para divulgar sua fotografia, por isso, acabou caindo no esquecimento. Foi seu filho, Antony Penrose, que, a partir de 1980, começou a divulgar o trabalho da mãe.

Em um mundo muito focado no machismo, Lee Miller conseguiu se sobressair, como surrealista e grande fotografa. 

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