quarta-feira, 7 de março de 2012

Greve e as engrenagens paralisadas



TRANSPORTADORES DE COMBUSTÍVEIS E A MÁQUINA DA SOCIEDADE
Nunca imaginamos que uma pequena peça possa parar uma complexa máquina

Por Diego Calvo
Foto Diego Calvo

Neste nosso maluco mundo, não conseguimos parar para pensar em como certas atitudes podem prejudicar, intimamente , nossas vidas. Percebi, entre ontem e hoje, como tudo está interligado, intrincado e, como um relógio suíço, com cada peça funcionando e fazendo a outra funcionar, assim, bancando o trabalhar de toda a máquina.


Estou falando disso pois não imaginava quão importante é a profissão de dirigir caminhões de combustível. Para quem não sabe, aqui nas proximidades da capital paulista, esta categoria parou em protesto a uma restrição, por parte da prefeitura, da circulação de veículos pesados no chamado centro expandido. O desrespeito a esta restrição gera multa e pontuações na carteira.

Está certo que a restrição é apenas do período das 5h às 9h e das 17h às 22h. Daria para trabalhar, mas eles decidiram parar.

A consequência foi quase que imediata. Postos de gasolina pararam por falta de combustível e, aqueles que por sorte conseguiram estocar, estão cobrando preços abusivos que variam de R$ 3,00 à R$ 5,00 devido à alta procura.

Em contra partida, nos horários da restrição, o trânsito na capital reduziu significadamente devido a falta de caminhões circulando. Mas o problema do trânsito não será resolvido com esta restrição. Não há vilão maior, neste quesito, que a falta de transporte público de qualidade.

Tomar medidas paliativas só resolve por um tempo, curto ou longo, mas que tem fim.

E assim vai a máquina, quando falta uma peça considerada pequena, ela toma tal proporção que vira mais importante que a maior das engrenagens. 

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