sexta-feira, 30 de março de 2012

Trânsito é para os espertos?



ACOSTAMENTO NÃO É ESTRADA, ESPERTALHÃO!
O problema não são os carros, mas a pressa dos imbecis. 

Por Diego Calvo
Imagem Divulgação

De todas a mazelas no trânsito brasileiro, de todas mesmo, incluindo as buzinas dos motoboys, a que eu mais odeio são os espertalhões que cortam todo mundo pelo acostamento. Eles representam a escoria do mundo automotivo, assim como o Ricardo Teixeira no mundo do futebol. Eles são responsáveis por tudo que há de ruim no Brasil.


Já sei, caro leitor, vai me dizer que estou dramático hoje! Vou ignorar sua falta de percepção em relação a este assunto e tentar elucidar, com menos paixão e mais razão, nestas linhas.

Vinha eu pela Fernão Dias (um fim de semana destes aí), uma rodovia que liga São Paulo a Minas Gerais, e estava um trânsito violento, muito incomum para o dia e horário. Como se era de esperar (e pela falta de fiscalização nesta estrada), os espertinhos (para não dizer outra coisa) começaram a cortar pelo acostamento. Na verdade, quando entrei na estrada, um caminhão quase bateu na traseira do meu carro por conta da pressa de andar por lá.

Uma hora depois, e vários quilômetros percorridos a 20 por hora, percebi que havia um pequeno acidente envolvendo dois carros, e eles estavam parados no acostamento. A partir deste ponto, o trânsito, outrora caótico, passou a andar de “vento em popa”.

Pouco antes do acidente, os motoristas do acostamento, tentavam como loucos entrar na pista certa pois, um policial rodoviário postava, de braços cruzados, olhando o trabalho dos guinchos.
Esta tentativa louca de entrar na via correta era o que causava todo o trânsito, ou seja, eles vinham pelo acostamento, cortando todo mundo, e ao chegar próximo do policial rodoviário, tentavam entrar, agindo como um afunilamento de estrada.

Aí está o motivo de eu afirmar que eles representam todo o problema do Brasil. Na intima intenção de levar vantagem a qualquer custo, eles deixaram um caos para trás. Assim age o político corrupto que, para levar vantagem financeira, deixa várias pessoas passando fome.

Claro que o pecado do motorista folgado só custou o tempo de todos os outros (me incluo nestes outros) que tentam agir certo. Mas este princípio é o que trava nosso país.
Se andassem na pista correta, o trânsito fluiria com maior rapidez. Iria demorar mais do que cortar pelo acostamento, só que todos seriam beneficiados.

O ato de agir pensando no bem de todos, foi o que transformou o Japão do pós guerra em uma nação rica e sem desigualdades sociais tão grotescas quanto a brasileira. E é este princípio que vem fazendo com que eles cresçam tão rápido depois do terremoto seguido de tsunami e acidente nuclear.

Nós, no mundo globalizado de hoje, não podemos agir sem pensar na consequência que causará em um grupo ou massa de pessoas. Eu mesmo, ao escrever este texto, espero atingir algumas pessoas que cortam pelo acostamento a fim de amenizar o caos em que vivemos.

Na certa que, quem faz este tipo de manobra, taxa aqueles que andam corretamente de idiotas. Bom, prefiro ser idiota do que fazer parte de uma corja que faz o Brasil andar para trás. E você, de que lado está? 

Um comentário:

  1. Anônimo10:00 PM

    Eu não consigo concordar mais com a sua crítica.
    Só que eu vou além:
    Além dos espertos dos acostamentos, temos os que reduzem pra ver acidentes, que nada ganham com isso, mas atrapalham a todos. Temos os que precisam entrar à direita, mas vão pela esquerda, porque está menos engarrafado. Esses, não cometem nenhum crime, mas não conseguem entrar quando devem e atrapalham todo o trânsito.
    Hoje, o Rio está a 2 anos do trânsito de SP por causa dessas bestas. E o Rio deve ter 2/3 dos carros de SP e tem 1/8 do metro.

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