segunda-feira, 9 de abril de 2012

Tributo ao Jeca



MAZZAROPI FARIA 100 ANOS HOJE
Chaplin brasileiro trouxe risadas a gerações com o imortal Jeca

Por Diego Calvo
Foto Divulgação

Primeiramente, não estou aqui para falar quando e onde ele nasceu, ou a sua biagrafia, ou quantos filmes ele fez. Se você espera ver isso nestas linhas, esqueça. Estou aqui para dizer a importância deste paulistano. No entanto, como bonzinho sou, deixarei um link direto para o Google, onde você nem precisará digitar a busca, é só clicar aqui.

 Já que os indesejáveis foram para outro lugar, “catar coquinho”, vamos a Mazzaropi. Sei que muito se fala em Glauber Rocha, mas foi o Jeca (personagem imortalizado por Amácio) quem deu a cara do povo para o povo.


Capa do relançamento do Filme
"O Corintiano" em DVD
O caipira, matuto, cheio de artimanhas e trejeitos, vive no meio da cidade grande e trás em suas costas o jeito marrento e humilde do interiorano paulista. E não fuja desta identidade, meu caro leitor, você é o herdeiro deste personagem.


E a fórmula é simples e condiz com o vivido na época (e, porque não, ainda hoje), pois, diante da expansão da cidade grande, o caipira foi, como um animal que perde sua floresta, obrigado a conviver com os prédios e o corre-corre frenético dos habitantes “ditos” civilizados. Aí está o segredo para o sucesso do Jeca.

A identificação de seu personagem com a época que vivia, é o mesmo que Chaplin fez ao vagabundo na depressão de 29 nos EUA. Tantos desencontros culturais, como o fato de contar milhões em dinheiro da época, nota por nota, por não confiar no gerente do banco, ou a briga entre Corinthianos e Palmeirenses na época em que o mascote do palestra era o papagaio, davam graça e vida ao famigerado matuto.

As novas gerações talvez torçam seus narizes empinados para os filmes em PB e sem tecnologia Blu-ray do velho caipira, mas não podemos nos esquecer que estas gerações não têm lá muito critério para saber o que é bom ou ruim, até porque seus critérios não tem nada com o cérebros, mas com bundas. O que espero é que estes cem anos sejam comemorados e que Mazzaropi tenha o respeito que merece do público.

Agora que leu até o fim, aqui está o verdadeiro link para o Google (clique aqui). Vale a pena conferir a história de Amácio Mazzaropi. 

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