segunda-feira, 11 de junho de 2012

Dia dos Namorados Passional

Depois da morte e esquartejamento do empresario Marcos Kitano Matsunaga, resolvi fazer uma homenagem ao dia dos namorados com os dez maiores crimes passionais, ou os mais famosos, da história brasileira.

Por Diego Calvo
Fotos diversas

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Crime da Mala

Giuseppe Pistone, italiano residente em São Paulo, em 1928, matou sua mulher Maria Fea, esquartejou seu corpo e a colocou em uma mala (quase um baú de couro) endereçada à França. O navio que levaria a carga para o destino esperado,demorou, e o mau cheiro do corpo, já putrefato, denunciou o conteúdo da mala ainda em solo brasileiro, o que culminou na prisão do algoz. Pistone cumpriu pena. Quando solto, tornou a casar-se e viveu feliz para sempre com sua nova esposa (que, por sinal, era muito corajosa).


PC Farias

Paulo César Farias foi o tesoureiro da campanha de Fernando Collor e Itamar Franco. Foi, também, pivô de um esquema que terminou no impeachment do presidente. Acabou encontrado morto, junto a sua namorada, Suzana Marcolino, em uma casa na praia de Guaxuma em 1996. O Legista Badan Palhares afirmou, em laudo pericial, que Suzana havia matado PC e em seguida se matado. Apesar de ser esta a versão oficial, sabe-se, hoje, que o legista recebeu 4 milhões do irmão da vítima para afirmar a passionalidade do crime.


Goleiro Bruno

Goleiro do flamengo, Bruno ganhou notoriedade por fazer boas defesas, cobrar falta e ser acusado no assassinato da Maria chuteira, atriz pornô e mãe, Eliza Samudio. Com grande naturalidade, antes do crime, deu uma entrevista onde defendia o jogador Adriano (imperador) depois de uma briga com sua namorada. “Quem nunca saiu na mão com uma mulher?” questionou. Bruno está aguardando julgamento.  




Guilherme de Pádua

Ex-ator da rede Globo, Guilherme de Pádua contracenava com Daniella Perez na novela, “De Corpo e Alma”, em 1992, quando, junto com sua mulher, matou a atriz com varias punhaladas, largando o corpo em uma mata na Tijuca, rio de janeiro. Uma das versões para o crime, foi que o galã teria um caso com a atriz e, por ciúmes, sua mulher, Paula Nogueira Thomaz, o convenceu a dar um fim na suposta amante. Daniella Perez era filha da autora de novelas, Glória Perez. Ao contrario da mãe, ela era muito bonita.


Dorinha Durval

Também atriz da Globo, Dorinha foi casada com Daniel Filho. Depois do rompimento, casou-se com o cineasta Paulo Sérgio Alcântara. Em uma discussão, matou Alcântara no ano de 1980.   







Eloá

Este caso foi marcado pelo cárcere privada mais longo da história brasileira. Não conformado com o rompimento do namoro, Lindemberg Fernandes Alves, manteve a ex-namorada e uma amiga, presas no apartamento da vítima por mais de 100h, em 2008. Segundo a polícia, ao ouvir um tiro, resolveram invadir o apartamento. Foi aí que Lindemberg atirou e matou Eloá e feriu a amiga da vítima.  




Lindomar Castilho.

Sabe aquela música do seriado da Globo “Os Normais”? Pois então, ela é de Lindomar Castilho. O musico e instrumentista matou a mulher, a também cantora, Eliane de Grammont, com um tiro, enquanto a vítima fazia um show no ano de 1981. Na prisão, Castilho lançou o disco “Muralhas da Solidão”.






Pimenta Neves

Ex-diretor de redação do jornal “O ESTADO DE SÃO PAULO”, ganhou notoriedade policial quando, no ano 2000, matou sua namorada, Sandra Gomide, com um tiro nas costas em um haras da família da vítima. Pimentas foi preso em 2011 e você acompanhou aqui, no BC.





Farah Jorge Farah

O ex-cirurgião plástico matou a amante e paciente em 2003. Depois da morte, esquartejou o corpo da vítima e, decidido a dar fim nos restos mortais, se arrependeu. Entregou-se a polícia, foi condenado e preso pelo crime.






Doca Street

Em 1976, o paulista Raul Fernandes do Amaral Street, mais conhecido como Doca Street, matou sua namorada Ângela Diniz. Só foi julgado em 1980 e seu advogado conseguiu convencer o juiz que o crime foi por “defesa da honra”, reduzindo drasticamente a pena de seu cliente. No entanto, um movimento feminista que bradava “Quem ama não mata”, mudou o veredicto e a lei.

2 comentários:

  1. Anônimo1:11 PM

    vide significado de crime passional, pois a maioria destes foram premeditados

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    1. Passional, do latim "passio" (paixão). A meu ver são crimes motivados pela paixão! A premeditação entra como agravante. Mas concordo que, no caso do Bruno, foi para evitar chantagens (mas uma pitada de acidez sempre é bom né!?).

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