terça-feira, 5 de junho de 2012

Não há mais espaço para fuzilamentos em nossa sociedade


Com os fuzilamentos da ROTA, pergunto: nosso século deve ser marcado por uma lei forte e uma democracia operante ou por força bruta?

Por Diego Calvo
Foto de  Augutín Cassasola (1919)

--> Admiro a ROTA e a força policial militar de São Paulo. Para quem não sabe, a PM já foi chamada de Força Publica e nos ajudou a enfrentar a tirania de Getulio Vargas na revolução de 9 de julho de 1932. Este mesmo ditador, mandou matar e torturar dezenas de pessoas com um propósito, manter-se no poder.

Outros ditadores mandaram e mataram com suas próprias mãos. Alguns deles são contemporâneos: Bin Laden, Sadan Russen, George W Bush, Kadaf, Hosni Mubarak,Fidel Castro etc.. Outros são de gerações passadas: Ernesto Che Guevara, Adolf Hitler, Stalin, diversos papas da igreja católica, Lampião, etc..

O que dava a eles o direito de decidir se a vida iria continuar ou iria cessar? Em sua maioria, os fuzilamentos eram para gerar respeito. Já dizia Maquiavel que há duas formas de ter o respeito do povo, pelo amor e pelo temor.

A maioria dos policiais, como é o caso da soldado Marina, preferem espalhar o amor, já, uns poucos homens de farda, estão preferindo o temor!

<<Leia também: PM, uma outra face>>

Já disse e repito, em uma troca de tiros, que morra o bandido, mas, se não morrer, que seja levado com vida à cadeia!

O fuzilamento é uma forma covarde de se matar, seja ela vinda do criminoso ou de quem nos protege dele. Dar aval a essa forma brutal de agir não condiz com minhas convicções humanas. Não é porque temos uma lei obtusa que privilegia quem tem o melhor advogado ($$$), que temos o direto de sair às ruas e “zerar” o inimigo pelas costas.

Não parem de trabalhar, minha cara ROTA (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), nós, cidadãos de bem, precisamos de seus serviços, mas, desculpem-me, não posso apoiar o fuzilamento!

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