segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Street Fight e sua importância para nós



O jogo, pai de todos os outros de luta, completou 25 anos de vida e eu acompanhei esta trajetória de perto, apanhando e apelando nos fliperamas do meu bairro. Sem ele, as coisas seriam diferentes (para pior). 


Por Diego Calvo
Imagem Divulgação

O Pai dos games de luta, sem duvida alguma, é o Street Fight, em especial a versão II. Completando 25 anos neste ultimo dia 30, o jogo trouxe a luz da memória os tempos idos dos saudosos fliperamas.

Para quem não sabe, na época que a televisão só servia para ver sessão da tarde, o bares próximos as escolas convidavam, tentadoramente, a gastar o troco que sua mãe te dava a cada compra de cigarro, em fichas.

Eu era viciado, confesso. Tantas e tantas vezes me escondi atrás da máquina pois minha mãe estava passando, afinal, ela não gostava nadinha deste hábito de frequentar bares para jogar vídeo-games e disputar espaço com os cachaceiros que iam e vinham na procura de mais uma dose.   

Bom, mas quem está interessado em minhas aventuras de infância? Ninguém, aposto! Portanto, voltemos a falar do jogo.

Luta não era assim uma novidade, mas os botões eram exclusivos para socos, chutes e Especial (quando apertado os dois botões juntos).  O Street Fight II mudou isso com os “Aduquens”, “Roriuquens” do Ryu e do Ken (personagens idênticos, só que um era japonês e o outro americano, um tinha cabelos pretos e usava branco e o outro era loiro e vestia vermelho).

Até hoje, se você quer explicar como dar um certo golpe, em qualquer jogo, você diz, por exemplo, que “é um roriuguem pra trás”, ou “um aduguem com chute”.

Além de tudo isso, tinha o personagem brasileiro, Blanka. Um chupa-cabras verde que dava choque e um chute estranho, mais parecido com um coice (era assim que os criadores viam os brasileiros, acho eu). Teve outros personagens tupinikins, mas este foi o mais marcante.

Agora, desastre foi o filme que resolveram fazer sobre o jogo em 1994. Este seu blogueiro foi ver no cinema e saiu de lá querendo matar os criadores. Van Damme fazia o Guile e este, que era personagem de segundo plano na saga, virou protagonista, e os “ferradões”, Ryu e Ken, nada mais eram que uma dupla de trambiqueiros. Ridículo!

Se ficou interessado, a Capcom, empresa dona dos direitos e criadora do jogo, lançou um Box contendo várias versões do game, além de cd com músicas e um caderno cheio de ilustrações. Ah, vem uma miniatura do Ryu também.

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