sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Os saltos temporais de “A Viagem”




Com Tom Hanks e Halle Berry, o filme dos irmãos Wachowski (Matrix) e Tom Tykwer (Corra, Lola, Corra), “A Viajem” tira a cabeça do pescoço e gira o mundo em histórias atemporais.


Por Diego Calvo
Foto Divulgação

“A Viagem” é um filme dos aclamados irmãos Wachowski, da trilogia “Matrix”, e do diretor alemão Tom Tykwer, de “Corra, Lola, Corra”. A junção de três mentes alucinadas só podia dar em um filme único, no estilo de “Crash- no Limite”, só que as histórias passam longe de serem contemporâneas.


Com saltos temporais a todo instante, uma hora você está na segunda guerra mundial com um jovem compositor bisexual que tem um amor verdadeiro por um físico nuclear (o beijo deles arrancam um “ecaaa” de algumas pessoas) e, cinco minutos depois, você cai no pré guerra civil americana com a amizade sincera de um advogado e um escravo sulista.

Ainda nesta linha, você viaja para um futuro muito distante em Seul, na Coréia do Sul, vários séculos à frente, onde a população é dividida em consumidores e produtores. Já no presente, um grupo de velhinhos arranca gargalhadas pelas suas peraltices.

Os saltos são abusados e rápidos, uma verdadeira viagem sensitiva. Os três diretores realmente se superaram na inovação e devem ter usado muito tóxico para elaborarem a teia desta trama. No elenco, Tom Hanks e Halle Berry  interpretam até seis personagens diferentes.

Uma dica, se você é igual a mim que não precisa de nenhuma substância especial para devanear, irá adorar o filme. Agora, se é destes realistas, com os pés no chão e detesta usar a imaginação, não perca seu tempo, você não vai viajar. 

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